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A escolha entre cremar ou enterrar envolve considerações pessoais, culturais e financeiras. Ambas as opções oferecem formas distintas de despedida e memórias, sendo importante respeitar os desejos do ente querido e dos familiares durante o processo de luto.
Lidar com a morte de alguém que era importante para nós é sempre algo muito difícil, contudo, nesse momento, é necessário tomar algumas decisões práticas, e entre elas está a de cremar ou de enterrar a pessoa falecida.
Para decidir, é preciso levar vários fatores em consideração, como crenças religiosas, questões culturais, orçamento e também as preferências do falecido — caso ele tenha planejado em vida seu velório.
Sendo assim, continue a leitura para descobrir quais são as diferenças entre cremação e enterro e para saber quais são as vantagens e desvantagens de cada prática.
Qual a diferença entre ser cremado ou enterrado?
A principal diferença entre esses dois procedimentos é que, no processo de cremação, o corpo do finado é incinerado e as cinzas são entregues para a família. Já no enterro, o corpo da pessoa é colocado em um caixão e enterrado em uma cova ou jazigo.
Portanto, quem é enterrado ficará em um local fixo, que pode ser visitado por amigos e familiares. Sendo assim, essa pode ser uma boa opção para as famílias que fazem questão de prestar homenagens aos seus entes queridos que faleceram.
Os familiares do falecido que foi cremado também podem optar por enterrar a urna com as cinzas dele em um cemitério, caso queiram ter um local específico para homenageá-lo em datas importantes. Contudo, essa é apenas uma opção, já que a urna com as cinzas não precisa ser obrigatoriamente enterrada.
Origem do sepultamento/enterro
A origem desse procedimento é muito antiga. Existem registros de enterros que ocorreram há mais de 90 mil anos. Esses dados demonstram que os nossos ancestrais percebiam a necessidade de esconder os corpos dos falecidos para se protegerem dos predadores, já que um corpo em estado de decomposição poderia atrair animais indesejados.
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Origem da cremação
Os primeiros registros da prática de cremação de corpos, por sua vez, datam de por volta de 3.000 a.C. Na Grécia antiga, essa prática era muito comum, pois os nobres gregos acreditavam que o sepultamento deveria ser destinado apenas aos criminosos. A cremação também era um procedimento muito comum na Roma antiga e entre os Vikings.
Como é feito cada processo?
Se você está em dúvida entre cremar ou enterrar, confira agora como cada um desses processos é feito, e tome a decisão que for melhor para a sua família.
Sepultamento
Antes de explicar como funciona o sepultamento, é importante lembrar que quem optar por essa prática precisará providenciar uma cova ou jazigo para poder enterrar o corpo em um cemitério. É possível comprar ou alugar um desses espaços.
Após providenciar o local para enterrar o familiar que se foi, será necessário preparar o corpo dele para o velório, um processo chamado de tanatopraxia, que deve ser realizado por profissionais da área.
Quando o velório é finalizado, o corpo deve ser transportado pelos funcionários do cemitério para o local onde será enterrado. Ao chegar nesse lugar, o caixão é colocado na cova ou no jazigo, em seguida, é realizada a vedação da sepultura.
Cremação
Conforme a Lei Federal nº 6.015, para um corpo poder ser cremado, ele precisa ficar, no mínimo, 24 horas em uma câmara fria após a sua liberação no hospital.
Após esse tempo, o corpo deve ser colocado em um caixão. Em alguns casos, os familiares podem fazer uma pequena homenagem antes do início da incineração. Depois que essa cerimônia é finalizada, é necessário retirar do corpo do finado todos os acessórios e eventuais dispositivos médicos ou membros artificiais.
Assim que o corpo estiver pronto, o caixão é fechado e levado para a sala do forno, onde é exposto a uma temperatura entre 850 C a 1.200 ºC. O procedimento pode durar de 2 a 5 horas, dependendo do peso e da altura do indivíduo.
Quando a incineração é finalizada, os fragmentos ósseos que restaram passam por um processo de moagem. Após a finalização dessa etapa, as cinzas são recolhidas e colocadas em uma urna funerária, e então são entregues à família do falecido.
O que é mais caro: cremar ou enterrar?
Na maioria das cidades, os custos de cremação e de sepultamento costumam ser bastante parecidos. Contudo, ao analisar os valores desses procedimentos a médio e longo prazo, você pode chegar a conclusão de que cremar pode ser uma opção mais barata.
Isso acontece porque os familiares que optam pelo sepultamento precisam arcar com despesas como aluguel do jazigo e taxa de manutenção do cemitério. Além disso, algumas necrópoles exigem que o corpo seja exumado e colocado em uma gaveta três anos após o enterro, o que pode ocasionar mais custos, além de também poder causar um desgaste emocional para os familiares.
Quem optar pela cremação não precisará arcar com esses custos, o que pode deixar esse procedimento mais vantajoso pela perspectiva econômica.
Como decidir entre cremar ou enterrar um ente querido?
É preciso levar vários fatores em consideração na hora de tomar a decisão entre cremar ou enterrar, sendo que um dos principais é a vontade do falecido. Caso essa pessoa tenha expressado em vida o desejo de ser cremado ou enterrado, o ideal é que os familiares cumpram essa vontade, desde que isso seja possível.
No entanto, se o final não tiver manifestado nenhum desejo nesse sentido, os familiares devem considerar as suas crenças religiosas e os seus costumes, além das questões econômicas.
Caso a sua família não faça questão de ter um espaço físico para prestar homenagem para o falecido e não possua nenhuma crença que seja contra a cremação, essa pode ser uma boa opção para vocês.
Contudo, quem faz questão de ter um local para visitar o ente querido, pode considerar que o sepultamento é a melhor alternativa. Entretanto, é importante lembrar que também é possível enterrar a urna funerária com as cinzas do finado no cemitério ou deixá-la em um local especial na casa de um familiar.
O ideal é que a família faça um velório independentemente se o finado será cremado ou enterrado. Isso porque essa cerimônia é importante para que os familiares e amigos do falecido consigam se despedir de uma maneira digna daquela pessoa, o que também pode contribuir para deixar o processo de luto menos traumático.
Agora que explicamos qual é a diferença entre cremar ou enterrar, será mais simples decidir qual é o procedimento mais adequado para o seu ente querido que se foi. Caso você precise organizar uma cerimônia fúnebre, confira o nosso artigo como fazer um velório, para preparar uma cerimônia digna para quem se foi.